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Efemérides de 2022 – Há 90 anos era aberto à circulação o ramal da “Cova das Malhadas”

Efemérides de 2022 – Há 90 anos era aberto à circulação o ramal da “Cova das Malhadas”

A 3 de Janeiro de 1932 é aberto à circulação o ramal da “Cova das Malhadas”, que permitiu ligar o Coentral ao resto do país. Como se sabe o povo do Coentral reivindicava, desde 1915, junto do Ministério do Fomento do Governo da altura, a construção de uma estrada que ligasse esta povoação à sede de concelho, através da Cova das Malhadas (local também designado nessa época por Covão das Malhadas).

Esta petição gerou polémica com Pera que pretendia uma estrada que ligasse todas as povoações da Ribeira. A decisão acabou por ser favorável à pretensão dos Coentralenses e em 1919 foram “à praça”, em Figueiró dos Vinhos, quatro empreitadas relativas a esta ligação viária.

No entanto, só 16 anos depois, após várias vissicitudes verificadas no decurso do processo, o Ramal da Cova das Malhadas viria a ser concluído. Para o terminar foi necessário a vontade, o empenho, o trabalho e a contribuição monetária dos habitantes dos Coentrais, bem como o apoio da Câmara Municipal de Castanheira de Pera que também ajudou a custear a conclusão dos trabalhos.

De facto, as obras iniciadas em 1918 paralisaram pouco depois, por esgotamento da verba da dotação estatal que lhe tinha sido atribuída.  Retomada a sua construção em 1920 rapidamente as obras voltaram a paralisar, por se ter esgotado a nova dotação estatal e assim ficaram durante largos anos até que, em Setembro de 1929, o povo tomou a seu cargo as rédeas do empreendimento, elegendo duas Comissões de Melhoramentos (uma local e outra em Lisboa) que levassem a bom porto a finalização desta obra, que tanto orgulho granjeou nas gentes desta singela freguesia serrana. Com os dinheiros obtidos por subscrição dos coentralenses, a Comissão de Melhoramentos local iria iniciar os trabalhos a 7 de Setembro de 1931 e, no fim desse ano, a obra ficava concluída. Esta acção é bem exemplo da união, do crer, da vontade inabalável, do empenho, da determinação e do sacrifício dos coentralenses, que tudo fazem em prol do bem comum.

 

(In: Livro “COENTRAL-História, usos, costumes e tradições”, pag. 93)

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